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Luciane
Chio Magalhães
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Thiago
Ferreira dos Santos
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Liliane
da Silva Tereza
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ILUSTRAÇÃO
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| A
leitura e a comunicação de imagens exigem a tarefa de codificar
e decodificar símbolos. Para isto são necessárias diversas
operações mentais que permitem a transformação
de uma idéia em representação, e, inversamente, de
um símbolo em informação. A linguagem humana é
constituída dessas operações, que só podem existir
porque se utilizam de sinais, convencionais e não convencionais,
verbais e não-verbais, como instrumento do pensamento.
O entendimento de símbolos visuais (desenho, fotografia, ideograma, letra, algarismo) requer um processamento cognitivo por meio do canal viso-motor de linguagem e depende dos seguintes parâmetros: ¨
do conteúdo ideatório da imagem sobre o qual se opera; O pensamento simbólico se dá através da representação mental formada pela interiorização de imagens que se tornam a base para a construção e veículo do pensamento lógico. Através das características essenciais, que descobrimos em objetos, códigos e símbolos, os conceitos se formam conjuntamente com o vocabulário e o imaginário. Fica fácil entender porque o aprendizado da matemática, da leitura e da escrita implicam um grande desafio. Sendo a linguagem matemática e a língua escrita formas muito abstratas de linguagem, estas exigem tarefas mentais complexas de compreensão de conjuntos de traços de significados visuais que possuem ricos e variados valores simbólicos. Os princípios do aprendizado da matemática, da leitura e da escrita estão vinculados ao domínio da linguagem e à habilidade de simbolizar. Logo, devemos analisar todas as condições necessárias a essas aquisições para que possamos entender o processo inteligente que está por trás destas aprendizagens. |
A aquisição de cada sistema de símbolos pressupõe uma capacidade para integrar experiências, atribuir e perceber suas representações de maneira a diferenciá-las de outras e, a partir de então, ampliar redes de significado, tornando-os conhecimento.A primeira etapa do processo de construção do número ou da língua escrita é a identificação de ícones, ideogramas e, depois, de algarismos e letras. Com a aprendizagem pelo canal visual, o pensamento transforma a informação recebida em uma idéia. De acordo com Emília Ferreiro, a escrita pode ser considerada de duas maneiras: como uma representação de idéias e como uma transcrição gráfica das unidades sonoras da fala. Neste caso, é necessário codificar e decodificar símbolos visuais, o que requer um trabalho de operação com elementos sígnicos de variados níveis de arbitrariedade pertencentes a um tipo específico de conhecimento, o social. A interpretação e manipulação de imagens são a gênese de vários destes processos lógico-lingüísticos envolvidos na construção do sistema de representação áudio-fonético. Para construir a linguagem, é necessário analisar os objetos e as ações, diferenciar os elementos e suas relações, isto é, suas características e suas funções, realizando generalizações para formar as representações mentais e o imaginário. A matemática e a língua escrita são resultado de um processo histórico de construção de conhecimento. São ferramentas do pensamento aprendidas pelos novos usuários como sistemas de representação, básicos na escolarização. As dificuldades que as crianças enfrentam são dificuldades conceituais semelhantes às da construção histórica do sistema e por isso se pode dizer que a criança reinventa esses sistemas. Não se trata de que as crianças reinventem as letras nem os números mas que, para poderem se servir desses elementos como elementos de um sistema, devem compreender suas regras de produção, o que coloca o problema epistemológico como fundamental. Se a linguagem matemática e a língua escrita são código de transcrição e, ao mesmo tempo, representação do pensamento, suas aprendizagens envolvem a aquisição de uma técnica conjuntamente com a apropriação de um novo objeto de conhecimento, ou seja, uma aprendizagem conceitual que parte da leitura e codificação de marcas, pictogramas e ícones até se chegar progressivamente ao domínio do texto, da palavra, da sílaba, do fonema e do número. |